De Repente Jornalista
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 A COVID-19 chegou com uma enchurrada de informações. As secretarias estaduais de saúde divulgam cada vez a mais números casos confirmados e mortes no Brasil. O isolamento social tem sido a melhor forma de prevenção e diminuição da disseminação do vírus. Mas, o isolamento é novo para uma geração que vive em um aglomerado e que dificilmente para em casa.


De fato, está sendo dificil para toda população passar momentos como esse. As pessoas têm tentado se reinventar, cada qual a sua maneira. Algumas, mesmo sendo difícil tentam pensar de maneira positiva, ao contrário de outras, que estão com dificuldades para processar tudo o que está acontecendo. Enfrentar uma pandemia não tem sido fácil. Assim como o medo e a incerteza, ocasiona o aparecimento e a intensificação do transtorno de ansiedade em diversas pessoas.Vários sintomas já são sentidos. Eles vão desde sudorese e taquicardia até a sensação de pânico.

Os sintomas assolam até mesmo aqueles que julgavam-se “saudáveis”, ou diziam que patologias como essas não existiam. O Psicólogo Clínico José Aércio, ressalta a importância diante do novo momento em que estamos vivenciando, buscar a saúde mental para que assim a ansiedade, que é algo normal, não se torne doentia.


Algumas dicas são importantes para manter o equilíbrio, podemos destacar:


  1. A prática de exercícios físicos, exercícios de controle da respiração,

  2. Atividades prazerosas (ler um livro, ver um filme, uma série, um bom bate papo com a família ou amigos)

  3. Manter o foco no presente

  4. E manter a organização por meio de uma rotina saudável.


"Cada pessoa reage de uma forma diante de uma realidade como a que estamos vivendo. Portanto, se for necessário, é importante procurar a ajuda de um psicólogo para um acompanhamento terapêutico adequado a necessidade." Destaca o Psicologo.

Para facilitar o atendimento, os psicólogos têm traballhado com a ferramenta online, atendendo pacientes remotamente, todos sem sair das suas casas. Em João Pessoa, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), por meio da Área Técnica de Saúde Mental, disponibilizou também o atendimento psicológico gratuito por telefone para pessoas que estão em quarentena e também profissionais de saúde, que estão na linha de frente contra o Novo Corona Vírus.


O atendimento é través do número 160 (segunda a sexta, das 8h às 16h) e do número 3214-3333 (domingo a domingo, das 7h às 19h), uma equipe de psicólogos e técnicos em saúde mental estará disponível para atendimento dessas pessoas.

 Com o avanço da covid-19 no Brasil, as pessoas tiveram seus trabalhos interrompidos devido as medidas de segurança estabelecidas pelas autoridades.


Algumas delas, optaram pelo home office. Enquanto outros, que não tinham esse privilégio, como trabalhadores do comércio, por exemplo, precisaram se reiventar e buscar novas formas de obter lucros para suprir seus gastos e compensar a queda de vendas causada pela pandemia.


A procura pelas máscaras caseiras teve um aumento significativo, desde a recomendação feita pelo Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. Ele orientou que a população pode usar máscaras de tecido, de preferência, modelos alternativos, e com isso, preservar as cirúrgicas e as N95 para os profissionais da área da saúde.


Grandes empresas têm se voluntariado para a produção e doação de máscaras de tecido. Mas, em pequenas cidades e comunidades, o trabalho artesanal tem sido um dos métodos para driblar a crise.
15-04-2020

Essa, foi uma cobertura do movimento de mulheres no Dia Internacional da Mulher na cidade de João Pessoa. Com o foco em fotografar mulheres e todas as suas culturas para o fotodocumentário, da disciplina de Fotojornalismo, orientado pela professora Kalyne Almeida.

"O preto e Branco que tanto falam. Tenho voz, não me calo.
 Sou mulher, luto pelos meus direito. Só me mate se for de beijos."











Renha crítica do livro de Cremilda Medina 

No livro, Medina deseja demonstrar que a entrevista vai muito além de uma simples técnica, e que é possível trabalhar a comunicação humana através de um diálogo. A autora nos alerta que entrevistas “frias”, artificiais, entrevistas ensaiadas, que, respondemos na própria pergunta ao entrevistado, não é a melhor alternativa. O livro exibe o quão bom é trabalhar a entrevista com diálogos. Ouvir, perguntar e deixar que o entrevistado nos fale o seu ponto de vista sobre o assunto tratado sem interrupções. Medina apresenta dicas de como melhorar nessas “falhas” da entrevista.

Em um dos capítulos é abordado o “vocabulário crítico”, onde são explicadas funções como: matéria, lead e lobbies da informação. E o livro finaliza com a bibliografia comentada.

O livro “Entrevista: o diálogo possível” é essencial para estudantes da comunicação social e jornalistas formados que atuam na área, para assim, melhorar sua prática. O livro é acessível e útil para entender mais sobre como melhorar uma entrevista com muita comunicação e diálogo. Em todo tempo, ele irá enriquecer uma entrevista.

Um dos pontos negativos do livro é a falta de objetivada da autora no conteúdo. É necessário uma leitura minuciosa e atenta para compreender o que a autora quer transmitir. Assim como acontece de assuntos tratados se repetirem nos capítulos posteriores como forma de enfatiza-los. O livro possui 17 capítulos que são curtos. O texto poedeira ter sido melhor trabalhado, o que tornaria o entendimento do leitor mais fácil. Apaixonada pelo que faz, Cremilda Medina contesta as conversões da Academia e propõe um jornalismo mais humanizado.

A autora do livro, Cremilda Celeste Medina, é formada em Comunicação Social. Tornou-se jornalista, pesquisadora, doutora e educadora. Com mais de 20 livros publicados. Os universitários a amam e acham que a autora é sempre uma boa opção, podemos até dizer que, é a opção certa!
(Imagem retirada do google.com)

O festival de música, Lollapalooza, já divulgou sua grade de programação. O evento que ocorrerá de 5 á 7 de abril, no Autódromo de Interlagos em São Paulo. Nesta edição, entre os principais nomes estão: Arctic Monkeys, Kings of Leon, Kendrick Lamar, Tribalistas, Lenny Kravitz e Sam Smith. Serão quatro palcos e, por dia, mais de 20 artistas se apresentam no Lolla.

O Lollapalooza Brasil sempre apoiou a sustentabilidade e este ano está com o “planeta lolla” que é um espaço para ações de sustentabilidade dentro do festival. Esse ano conta também com o  Lolla Gastronomia que são espaços exclusivos para saborear diversos pratos.

Valores de ingressos e outras informações: https://www.lollapaloozabr.com
Entre em contato também com o FAQ 4003-558
Possíveis fontes: Nah Cardoso, Youtuber que prestigiará o festival
Contato (011)9845-2754 e o dj Bhaskar que fará show, contato (61)9966-8842

(imagem retirada do google.com)

Beatriz Thayná Freire DANTAS
Ester Jardim Ferreira GOMES
Lucas Rodrigues BRITO
UNINASSAU JOÃO PESSOA, João Pessoa, PB


Resumo:
O presente estudo tem por escopo analisar o radiojornalismo no cenário paraibano em recorte à Rádio Tabajara. Uma vez que, diariamente, as tecnologias evoluem, os meios de comunicação já existentes buscam renovação. O método do procedimento utilizado foi exploratório, de cunho bibliográfico e documental, por também levantar dados sobre a Rádio Tabajara, realizado de forma qualitativa, pois não foram analisados números e sim a atuação da rádio. Considerando a internet, atualmente, a principal vitrine de divulgação de marcas, sobretudo através as redes sociais, as empresas, de modo inteligente, estão aderindo cada vez mais a essa ferramenta que gera impactos positivos e significativos.


Palavras-chave: rádio; radiojornalismo; comunicação; interatividade.


Introdução:
Segundo o dicionário Aurélio, em sua 8ª edição, “rádio”, nada mais é do que o “processo de empregar ondas eletromagnéticas para a transmissão à distância, e sem fios, de sinais eletrônicos”. É possível dizer que: além do rádio ser o primeiro meio de comunicação eletrônico, ele, por sua vez, é “glocal”, ou seja, tanto conta um fato local, quando algo que aconteceu do outro lado do mundo, ou seja, pode-se dizer que ele é realmente pioneiro em vários aspectos.

É fato que os primeiros conteúdos radiofônicos foram restritamente jornalísticos, onde trouxeram grandes coberturas de eventos, mas, não foi apenas o radiojornalismo, que ganhou espaço nessa tecnologia: conteúdos fictícios, como radionovelas, musicais, levando em consideração que os artistas eram lançados nas rádios e esportivos, a exemplo de narrações de futebol empolgadas e emotivas, também são ressaltados na grade de programação do mesmo, que pode ser transmitido pela frequência AM (amplitude modulada) ou FM (frequência modulada).

A “Amplitude Modulada”, foi descoberta século XX e, com o passar do tempo, ela, passou a ser usada apenas para conteúdos informativos, enquanto a frequência FM, ganhou sua “fama” na década de 1980 deixando de lado e, “roubando” o público da “prima” AM, porquê, em sua programação, conteúdos de entretenimento dominava

História:
Foi na década de 1910, que o rádio no brasil começou a engatinhar, com a rádio Recifense, a Clube de Pernambuco. Mas, foi em 1941, no Rio de Janeiro e em São Paulo, que as rádios Nacional e Record trouxeram à tona o Radiojornalismo, através da cobertura da II Grande Guerra Mundial, com o Repórter Esso. Com suas trilhas sonoras, pontualidade e Heron Domingues como seu locutor exclusivo, o Esso passou a ser o noticiário radiofônico mais famoso da época, com uma audiência fidelizada.

Enquanto o noticiário não estava em seu auge, na Paraíba, a revolução de 1930, estava a todo vapor, porque os brasileiros estavam revoltados com a eleição presidencial, que foi justamente uma fraude, assim, a primeira Rádio Paraibana surgia:

Meu pai foi quem montou o transmissor da estação. Ele, em companhia de Jaime Seixas – também rádio-técnico – construíram com peças adquiridas aqui e ali, um pequeno transmissor de 10 watts e colocaram no ar a primeira estação de rádio da Paraíba ’RADIO CLUBE DA PARAÍBA’.
Fala de Newton Monteiro para SANTOS H. (1977, p. 60)

Com Francisco de Sales Cavalcanti como diretor, a emissora permanecia no ar, das 17hs às 21hs e, ela, nada mais era do que uma sociedade, onde seus membros contribuíam financeiramente para a manutenção, dando liberdade para os mesmos levarem seus próprios discos, para serem transmitidos.

A audiência era baixa, porquê nem todos podiam comprar os aparelhos receptores por serem caros, devido a isso, os prefeitos estalaram alto-falantes pela cidade, para a população ter acesso a programação da Rádio. Quando os receptores Philips vieram a chegar na Paraíba, a burguesia local criou salas especiais, onde as pessoas se reuniam para ouvir as transmissões e depois no mesmo local papeavam sobre o que haviam ouvido.

Com o passar do tempo, os meios de comunicação tradicionais sofreram avanços tecnológicos, desde os impressos, Rádio, TV e até as Webreportagens como se pode ver nos dias atuais. Essas transformações serviram como desafio para reinventar o mundo tecnológico.

A convergência jornalística é um processo multidimensional que, facilitado pela implantação generalizada das tecnologias digitais de telecomunicação, afeta os âmbitos tecnológicos, empresarial, profissional e editorial dos meios de comunicação, propiciando uma integração de ferramentas, espaços, métodos de trabalho e linguagens anteriormente desconectados, de forma que os jornalistas elaboram conteúdos que se distribuem através de múltiplas plataformas, de acordo com a linguagem própria de cada uma. (SALAVERRIA; NEGREDO, 2008, P.45)

Na época, integração entre o Jornal Impresso e o Radiojornalismo foi algo que consolidou a emissora radiofônica na cidade de João Pessoa. O maior exemplo disso, foi que o Jornal União passou a ser o jornal oficial da Clube da Paraíba, criando até uma coluna que foi intitulada Vida Radiofônica.

Assim como Vargas fez com a Rádio Nacional do Rio de Janeiro, tornando-a um instrumento de afirmação do regime (ORTRIWANO, 1985); José Américo foi um influenciador direto para o mesmo acontecer com a Clube da Paraíba: a estatização da empresa. Por esse motivo, em 1937, a emissora deixou de ser Clube e passou a ser Difusora, um nome altamente indutivo, fazendo dela e do Jornal União, um instrumento de divulgação dos feitos estaduais.

Com essa mudança, a programação da emissora começou a ser divulgada por seu jornal oficial e, também, aumentou, passando assim, a funcionar das 18hs às 22hs e 30min (de segunda à sábado) e, das 11hs às 13hs (aos domingos). A Rádio difusora teve em média, quatro meses de vida, passando a ser a atual Rádio Tabajara, em homenagem aos índios Tabajaras. Sobre isso, o Jorna A União comentou:

É uma justa homenagem que se presta à grande tribo Tabajara, que comandada pelo valente cacique Pyragibe, nos primórdios da civilização brasileira, teve uma influência notável e digna de homenagens do espírito moderno que orienta a formação intelectual do Brasil.
A União (16 abr. 1937, p. 2)

Pelos grandes índices de audiência herdada, a Rádio Tabajara optava pelos programas de auditórios. Esses programas, formavam estrelas, muitas pessoas ganharam reconhecimento depois do auditório da Rádio Tabajara.

Com a venda dos receptores, começou não só o crescimento, mas o desenvolvimento e reconhecimento do rádio. As pessoas tiveram uma facilidade maior em comprar aparelhos. Os ouvintes aumentaram, assim como o setor de publicidade. Os programas de auditório foram caindo e palestras foram tomando conta do lugar e ganhando o gosto do público ouvinte.

(imagem retirada do google.com)

A Rádio hoje:
Com as novas atualizações, a Rádio Tabajara também acompanhou as tecnologias. Hoje, a rádio possui algumas ferramentas de navegação como o Facebook e Instagram. Além dessas redes sociais, eles contam com o site: radiotabajara.pb.gov.br, que disponibiliza um menu de opções com “programação”, “notícias”, “rádio ao vivo” e “contato”.  Além dessas opções, também é oferecido abas para a Governança, Licitações e contratos que estão em construção. Possui também, o “entre em contato”, ferramenta em que as pessoas podem enviar seus comentários por e-mail e os “links úteis”. O site é completo, dispõe de postagens de suas redes sociais, vídeos de músicas e também o canal ouvidoria, entendível e coeso por se tratar de uma rádio onde o principal sentido é a audição.

            A rede digital proporciona um novo paradigma, a capilarização da emissão e recepção de notícias por meio das mídias sociais, que são tecnologias usadas pelas pessoas ou entidades, privadas ou públicas, para disseminar conteúdo, provocando o compartilhamento de opiniões, ideias, experiências e perspectivas diferenciadas. Os usuários, jornalistas ou não, podem atualizar e interagir na construção do noticiário dia e noite, gerando consequências sociais evidentes, como Primavera Árabe. (BARBEIRO; HERÓDOTO, 2013 P.35-36)

Com o Instagram atualizado, sorteios, lives e stories, a rádio garante a interatividade dos ouvintes. A emissora, disponibiliza também o aplicativo “Rádio Tabajara”. Nele inclui, a transmissão de sinal AM e FM, ambas as frequências estão como opções e possuem abas para site, redes sociais, telefone para contato e também para um “sleep timer”, que é uma sinalização convidativa ao leitor receber notificações do site.


Metodologia:
A pesquisa realizada foi exploratória, de cunho bibliográfico e documental, pois também foram levantados dados sobre a Rádio Tabajara e sua atuação no cenário paraibano. Segue também o viés qualitativo, pois o que foi analisado foi a atuação da rádio como meio de comunicação no estado da Paraíba e para além disso, para o mundo, pela sua convergência midiática, conceituada por Henry Jenkins (2008, p. 310) como um deslocamento de conteúdo midiático específico em direção a um conteúdo que flui por vários canais. Com os múltiplos modos de acesso, pode-se dizer que a mídia alternativa diversifica e a mídia de  radiodifusão  amplifica. 

Análise:
            A Rádio Tabajara, por ser estatal, tem como forte a política e, ela, está preocupada em ser justamente a “voz” do estado, transmitindo programas como o “Jornal Estadual” e o “Fala, Governador”.

A tecnologia em formato digital permite que os meios de comunicação atinjam o usuário, de modo que ele obtenha uma resposta imediata. Assim, a Interatividade é um tópico fundamental da comunicação digital (SANTAELLA; LUCIA, 2004).

Segundo Felipe Pena, no seu livro Teoria do Jornalismo, a notícia possui seus valores. Um deles, é o “Interesse Público”. Em análise, a emissora por ter uma linha editorial ditada pelo Governo, sua grade de programação está voltada ao poder público, trazendo muitas vezes consigo, assuntos que não estão sendo tão procurados pela suposta audiência e, isso acaba gerando um impacto não muito positivo em seu IBOPE. O público basicamente segmentado por política e em menor instância pelo esporte.

Conclusão:
 Concluímos que, as rádios têm procurado novas formas de seguir essa nova era. A Tabajara, por sua vez, não ficou para trás, pois, acompanhou essa “evolução” e mostrou-se disposta a inovar, mesmo com tantos “baixos e altos” enfrentados e a queda orgânica que o rádio sofreu assim que surgiu a Tv. O que antes eram alto-falantes em praças e poucas pessoas com aparelhos Philips, hoje, a audiência pode ter acesso ao conteúdo quando querem e aonde estiverem, através de suas Redes Sociais, seu Site e, o “velho”, mas aos mesmo tempo tão atual aparelho de Rádio.


Referências:

BARBEIRO, Heródoto, 1946 –

Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa - 8ª Ed. 2010 - Nova Ortografia


JENKINS, Henry. Cultura da Convergência. São Paulo: Aleph, 2008.

Manual de Jornalismo para Rátio, Tv e Novas mídias / Heródoto Barbeiro, Paulo Rodolfo de Lima. – Rio de Janeiro: Elsevier, 2013.

ORTRIWANO, Gisela Swetlana.  A informação no rádio: os grupos de poder e a determinação dos conteúdos.  São Paulo, Summus, 1985.  117 p.

PENA, Felipe. Teoria do Jornalismo. 2 Ed. São Paulo. Editora Contexto. 2005.

Rádio brasileiro: episódios e personagens / Mágda Rodrigues da Cunha, Doris Fagundes Haussen (organizadoas). – Porto Alegre: EDIPUCRS, 2003. 291 p.: il. (Coleção Comunicação, 29)

SALAVERRÍA, Ramón. Convergencia periodistica. In: Metodologia para o Estudos dos Cibermeios. Salvador, 2008.

SANTAELLA, Lúcia. Navegar no ciberespaço: o perfil do leitor imersivo. São Paulo: Paulus, 2004.

SANTOS, Hayton.  O Rádio paraibano em álbum de recordações: 1932-1960.  João Pessoa, 1977.


 (Imagem retirada do google.com)

“O futuro pertencerá aos portáteis, capazes de se comunicar sem fios”, afirmou em “Navegar no Ciberespaço”, Lucia Santaella, em um tempo onde a internet além de ser “de escada”, ou precária e não disponível para muitos. É nítido que anos se passaram e essa “profecia” vem se cumprindo mais rápido do que pensamos, até porquê vivemos em uma possível 4ª Revolução Industrial, em que as máquinas estão cada vez mais imersas em nossa realidade, podendo chegar a uma utopia que não pode ser descartada, como a dos Jetsons (desenho animado pela Hanna Barbera, do ano de 1962).

Segundo uma pesquisa divulgada em 2018, pelos serviços online Hootsuite e We Are Social, mais de 7 bilhões de seres humanos estão conectados à internet, ou seja, mais da metade da população mundial. E, todas essas pessoas contribuem de algum modo para o avanço tecnológico. É inacreditável para essa geração assimilar o fato de que antes, há poucos anos atrás, existiam salas especiais para as pessoas se encontrarem e ouvirem ao rádiojornal; outras terem que ligar um motor uma vez ao dia, apenas para assistir à Cid Moreira falar no antigo Jornal Nacional ou, até mesmo terem que esperar um dia se passar, para elas saberem o que aconteceu no seu país e mundo, através de um jornal impresso, que por muito tempo foi o foco no jornalismo.


(Imagem retirada do google.com)

É fato que o jornalismo nasceu do impresso, em uma época onde o conhecimento não era disponível para todos e, os jornais em si, eram feitos pela e para burguesia, com o propósito apenas propagandístico de divulgar o que o governo na época estava fazendo de positivo. Na década de 20, o surgimento da rádio causou um desconforto nas editorias e como resposta, os redatores, começaram a escrever de uma maneira diferente e criar conteúdos cada vez mais atraentes, para prender o internauta e, distanciá-lo dessa nova era em que o jornalismo estava sendo inserido. Quando o impresso percebeu que mesmo tentando de todas maneiras, não conseguia competir diretamente com esse novo meio de informação, começou-se um processo transmídia, onde a rádio virou uma espécie de “irmã” do impresso. O maior exemplo disso, foi a junção da Rádio Difusora da Paraíba e o Jornal União, que mais tarde, transformaram-se em um instrumento de divulgação dos feitos do estado. E, na época, a integração entre o Jornal Impresso e o Radiojornalismo foi algo que consolidou a emissora radiofônica na cidade de João Pessoa.

Uma década depois, como artigo de luxo e com todo o seu glamour e pessoas “telegênicas”, a Televisão surge desafiando os meios já existentes com o fato dela ser mais ágil, quando trata-se de difusão. Mais tarde, com o advento da internet, a sociedade deixou de ser industrial e, passou a ser informacional encurtando as distâncias espaço-temporais e fronteiras. Assim, a internet se desenvolveu rapidamente como uma rede de redes, se expandindo para uma arquitetura descentralizada e com códigos abertos de comunicação, com a incorporação de novos nós e infinitas reconfigurações, mediante as necessidades de comunicação, gerando algo que há 50 anos atrás era impossível.

(Imagem retirada do google.com)

Impossível, porquê o consumo de impressos diminuiu, gerando o surgimento de revistas especializadas; as rádios, hoje em dia, encontram-se em formatos de podcasts nas mais diversas plataformas; os programas televisivos, normalmente estão hospedados em sites de streams e, tudo isso, se converge e conversa de alguma maneira, porque os blogs, por mais que estejam um pouco “ultrapassados”, ainda é algo que muitos consomem e, eles, são os facilitadores para que esse processo transmidiático aconteça.

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SOBRE MIM

Olá, Me chamo Ester Jardim, sou estudante de Jornalismo. Criei esse blog, para dividir minhas idéias, textos e projetos. E, assim, usar isso tudo como uma espécie de portfólio. Grata por estar aqui. Sinta-se em casa!

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